terça-feira, 30 de junho de 2009

PB


Essa foto é do último dia do congresso nacional dos estudantes na UFRJ (11-14 jun/2009), estão comemorando a fundação da ANEL (Assembléia Nacional dos Estudantes Livres). Já postei a matéria, mas essa foto, analógica, só peguei ontem no laboratório. Valeu a pena esperar pra ver.

domingo, 28 de junho de 2009

silêncio

Ninica


A Partir dessa figura chave de Ouro Preto reflito meus dias de escravidão na Terra. Assim mesmo de crahá no pescoço, como eram com as correntes...
A escravidão atual aprisiona a energia potêncial, a vontade propulsora, aquela que emancipa os homens e promovem o equilíbrio.Fé Doquinha!!!

Livre ou libertário? (sobre a criação da ANEL)





Publico aqui, trechos de texto retirado do
diário de bordo da gestão doida do Centro do Estudantes de Santos, atualizado todo santo dia. O endereço do pessoal é: http://blogdoces.wordpress.com/2009/06/20/
Parabéns pela matéria e pelos cometérios...
As fotos que ilustram a matéria aqui
no fenestra digital são minhas.



Congresso Nacional de Estudantes aponta alternativa à UNE

20, Junho, 2009 por centrodosestudantes

O Congresso Nacional de Estudantes realizado na UFRJ durante os dias 11 a 14 de junho contou com cerca de 2 mil pessoas que discutiram durante três dias alternativas para os rumos de um movimento estudantil combativo, por fora da UNE.

Na mesa de abertura já foram apresentados os principais eixos do congresso, discutindo sobre o imobilismo da UNE, a crise e o papel da universidade na transformação da sociedade. Ao longo do congresso foram debatidos, com base nas 16 teses apresentadas, temas referentes às universidades públicas e privadas, o impacto da crise econômica mundial eseus reflexos na educação, reflexões sobre a reorganização do movimento sindical, análise de conjuntura de cultura, opressões e a mobilização atual na USP e nas estaduais paulistas.

Na plenária final, foi aprovado o calendário de lutas, com campanhas para que a juventude e os trabalhadores não paguem pela crise e a construção de uma calourada unificada nacionalmente que trate dos temas da atualidade; dentre elas o valor das mensalidades e o sucateamento das universidades públicas.

No entanto, a discussão central se deu sobre a criação de uma nova entidade nacional para o Movimento Estudantil, a Assembleia Nacional dos Estudantes Livre (ANEL). Parte dos participantes foi contra sua fundação imediata, porém, a maior parte foi favorável.

Daí vem a grande contradição da proposta de criação do que eles chamaram de “Novo Caráter do Movimento Estudantil”: A construção do congresso foi algo bem parecida com o que faz a UNE. Ao colocarem como foco principal do congresso a criação de uma nova entidade estudantil, tudo passou a girar em torno desse tema, e com isso as discussões foram feitas, aparentemente, apenas para efeito simbólico.

A excessiva influência dos partidos políticos na condução da UNE se repetiu no CNE, desde a eleição de delegados até a composição das mesas de debate, podendo refletir-se tambémno decorrer da consolidação da ANEL. Assim como já ocorreu nas tentativas anteriores(Conlute e Frente de Luta contra a Reforma Universitária).

Entretanto, qualquer tentativa de organização alternativa à UNE para nós é bem vinda, mesmo que repetida, mesmo carregando alguns vícios do passado. A UNE nãoapresenta qualquerchance de moralização, ela não é mais instrumento dosestudantes, mas sim do governo.

A ANEL pretende se reunir de dois em dois meses, com uma organização horizontal (sem diretoria), composta por estudantes eleitos em assembleias nas suas universidades ou pelas entidades estudantis (DCE, CAs etc). Esse modelo diferente do existente na UNE, busca propiciar a rotatividade e o combate a burocratização. O Centro dos Estudantes de Santos acredita na validade de qualquer instrumento combativo e pautará, na próxima reunião, 5 dejulho às 18h, qual será seu papel na construção desta nova entidade.

Bruna Ornelas

Apenas algumas considerações:

O foco principal do congresso não foi a criação da nova entidade e mais, esse tema não foi debatido apenas simbolicamente. Foram quatro dias de congresso (o texto diz três), sendo que em dois dias houveram grupos de discussão e espaço para se debater as teses e, a partir disso que se debateu a construção de uma nova entidade. Se a oposição que defendia a nãocriação de uma nova entidade ou a reconstrução da CONLUTE não mostrou argumentos eficientesdurante esses debates, não podemos deslegitimar toda uma discussão que foi sim, feita em torno disso. E companheiros, é óbvio que tinha muito militante do PSTU no congresso, até porque, forameles que tornaram possível esse espaço pra discussão, pois, se esforçaram na construção, diferente das outras correntes que, apesar de terem sidochamadas para construir de fato, passando em sala e etc, não o fizeram. Só declamaram (e ainda declamam) denúncias baratas sem interesse em construir algo além do próprio umbigo. O que a gente não pode soltar por aí éque o PSTU foi maioria, porque na verdade mesmo, a maioria que estava lá, era a militância independente. Também não podemos insinuar que a relação que se estabeleceu – pstu e conduçãodo congresso – foi anti-democrática e que eles impuseram sua política guela abaixo, se assemelhando aos congressos da UNE.

Acho que o movimento estudantil carrega muitos vícios. Mas o maior deles é o da estagnação. De sempre criticar o novo. De sempre criticar INICIATIVAS que estão, obviamente, sujeitas a erros. Um preconceito mesquinho e infundado. Mas o pior não é a crítica em si. O pior é a crítica desacompanhada de propostas de solução. É a crítica ao léu.

A ANEL já foi aprovada pela maioria e essa aprovação foi conquista através do debate político, atravésda discussão programática e metodológica com a base e não por aparelhamento como muitos dizem. Cabe a nós agora arregaçarmos as mangas pra construir o movimento pela base nasuniversidades, de fato, pra que se consiga chegar nas pagas e nas públicasque ainda estão bem isoladas da luta. Para que consigamos o mínimo de unidade e organização na luta.

Porque daqui a um tempo, se a ANEL não vingar, as mesmas pessoas novamente irão apontar o dedo para o PSTU, declamando culpas e mais culpas na construção, quando na verdade, deveríamos realizar uma auto-crítica pra enxergar que somos nós que seremos responsáveis pelo sucesso ou não da ANEL. Somos nós os responsáveis pela construção alternativa à UNE. Somos nós que construiremos (ou não) esse movimento estudantil combativo, socialista, de luta, de classe!

Marcio Gabriel Caribé

O PSTU fez a mesma prática da UJS.

Roberta Freitas

Mais uma entidade, mais um congresso . para que? Como diria BOB MARLEY “Unidos venceremos. Divididos, cairemos.”

Movimento estudantil deixou de ter o foco na luta de todos e passou a ser a luta do partido a qual representamos, briga de poder. :P


Fábio Pinto

Tem uma lei?

Então se não tivesse uma lei a UNE não teria valor? Quando a ditadura a colocou na ilegalidade então ela deixou de existir ou deixou de valer?

O ponto é que a UNE é hoje uma merda indisputável (só tem esse papo deque devemos disputa-la quem também quer um carguinho nela) e não é uma lei o o reconhecimento do governo que a faz melhor. Por sinal, ela é ruim justamente por causa dessa relação com o governo.

Eu não tenho nada contra a criação de várias entidades estudantis. Afinal,estudante não é classe, não acho que seja bom para a luta reunir no mesmo espaço estudantes de direita e de esquerda, essa “diversidade” só serviria para atravancar as lutas.O problema é que a construção dessa nova entidade não foi a melhor possível. Por sinal, gostaria que alguem do PSTU explicasse qual é a diferença (positiva) em relação à CONLUTE, que, por sinal, considero o processo de criação dela muito mais gradual e adequado.



Bem vindos!

Bem, ainda em tempo precisava comunicar. Através dessa e de outras formas que pretendo intermidializar. A energia potêncial trabalhada nesse meio será: fotojornalismo, audiovisual e humanidades. O último, funciona como ponte, ponto de liga dos dois assuntos técnicos em questão.
A tecnologia tem como função abastecer-nos de possibilidades, com elas construímos uma percepção do humano que vai além do acúmulo ou das superficialidades desse nosso cotidiano epopéico.
A imagem construída a partir desse cotidiano tem um ponto inicial históricamente situado numa sociedade. Entendo que a desconstrução destas imagens é um método de interpretar a idea (ou idéia) central desse povo. Mas isso desde o idealismo de Platão, que considerava a idéia da coisa sua própria imagem, projetada por nossas mentes.

Compreender isso nos prepara para uma percepção mais apurada dos fatos. Ora, são fenômenos naturais, imagem, som, luz e a atitude humana. Fica mais digestivo esse caminho de abrir os jornais de manhã todos os dias. O rádio, a TV, a net, o wireless, o bluetooth... O argumento histórico de nossas escolhas intelectuais, o Zeitgeist ou espírito de época.
B
em vindos, a fenestra está aberta!


foto: Kelly de Castro